Essa última partida, contra a Brisa do Paraná, me deu a impressão que foi o ressurgimento do Palmeiras que acompanhávamos há 10, 12 anos.
Não foi o futebol que esperávamos ver, mas o time jogou com “a faca nos dentes”, acredito que em resposta à uma bela chamada que o Felipão deve ter feito no elenco. Suas declarações anteriores ao jogo já demonstravam que estava findando a mamata de receber salário e jogar “na boa”. Agora só quem mostrar que quer vencer ficará. É assim que deve ser, cobrar antes de tudo, comprometimento dos jogadores.
Comprometimento este que faltou nos anos anteriores, principalmente 2009 quando estávamos com o campeonato nas mãos e o elenco deixou escapar, por falta de dedicação. Era nítido jogos onde o time além de não jogar bem, não se incomodava com a falta de vontade em campo.
Ótimo, estamos vendo evolução comportamental, antes da tática ou técnica, e isso já trouxe um resultado positivo numa situação adversa. A longo prazo acredito que podemos esperar um time extremamente vencedor. Porém isso é pouco, pois dependemos do Felipão para isso funcionar.
Precisamos pensar mais longe ainda: depois de 2012, quando nosso comandante provavelmente assumir alguma seleção, é mandatório que essa deficiência do Palmeiras em identificar corpo-mole, derrotados e descomprometidos tenha sido corrigida.
É necessário que tenhamos na gestão do futebol processos que tornem possível a análise dos jogadores, não só no aspecto físico, técnico e tático, mas também comportamental. Independente do treinador.



