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Grupo Fanfulla reprova orçamento do Palmeiras para 2012

Postado em: Editorial | por: blogfanfulla | quando: 27 de janeiro de 2012 |

O Conselho Deliberativo do Palmeiras apreciou na última 5ª. feira, 26/01, o orçamento da entidade para 2012.

O Grupo Fanfulla, como é de praxe desde sua criação, efetuou uma apreciação técnica do assunto. Os pontos abaixo foram levados em consideração.

Um orçamento deve sempre ser baseado em um planejamento estratégico da entidade. A missão, os objetivos e as estratégias para atingir este objetivo devem ser contempladas no plano orçamentário. E o principal razão de ser do Palmeiras é disputar títulos.

Analisando profundamente o orçamento apresentado, vimos que proporcionaria uma continuidade do APEQUENAMENTO do Palmeiras.

Vamos ilustrar 7 pontos que mostram esta tendência:

1) Mercado. Segundo estudo do Banco Itaú, em conjunto com a consultoria Futebol Finance o crescimento do MERCADO de futebol no Brasil nos últimos 8 anos é de 15% ao ano em média.

2) Posicionamento no mercado. O mesmo estudo mostra que em 2010 éramos o 4º maior clube do Brasil em receitas do Futebol. O Corinthians era o primeiro com R$ 213 milhões, Internacional em segundo com R$ 201 milhões, São Paulo em terceiro com R$ 196 milhões. Palmeiras em 4º com R$ 146 milhões, Flamengo em 5º e Santos em 6º com R$ 117 milhões. Pois bem, o Santos publica trimestralmente seus resultados e, com base nas prévias divulgadas, em 2011 deve atingir R$ 170 milhões de receitas, passando também o Palmeiras, e o mesmo deve ocorrer com o Flamengo. O Corinthians já publicou um orçamento de mais de R$ 200 milhões para 2012. Estamos ficando para trás. Do 4º Lugar, ficaremos no máximo no 6º lugar em 2012 com o orçamento apresentado.

3) Bilheterias. Em 2009 arrecadamos R$ 24 milhões com bilheteria. Em 2010 R$ 23,2 milhões. Em 2011, houve uma redução de 35% nesta linha de receitas. Para 2012 o orçamento não projeta nenhum aumento significativo. É ou não é um retrocesso?

4) Programa Sócio Torcedor. O Internacional tem um programa que gerou R$ 39 milhões de receitas em 2010. São Paulo arrecadou R$ 5,3 milhões; Corinthians prevê para 2012 R$ 4 milhões. O Palmeiras BLOQUEOU nosso programa Avanti que já tinha 4 mil sócios e somente temos um valor residual para 2012. Inadmissível.

5) Licenciamentos. Em 2008 faturamos R$ 500 mil, em 2009 subimos para R$ 1,5 milhões. Em 2010 R$ 7.0 milhões. Em 2011 e 2012 não houve crescimento nesta linha de receitas. Estagnação.

6) Lei do Incentivo ao Esporte. Não consta no orçamento receitas nesta modalidade. Boa parte dos grandes clubes do país utilizam deste recurso para captar receitas e aprimorar as instalações das equipes de base. O Palmeiras tem um projeto aprovado já há alguns anos e a captação não se inicia. Não saímos do lugar.

7) Patrocínio. Foram indicados os mesmos valores do patrocínio máster fechado há mais de 2 anos. Nem mesmo a inflação do período foi considerada. Falta de ousadia.

Estes 7 pontos mostram que as receitas orçadas para 2012 não refletem a grandeza da Sociedade Esportiva Palmeiras.

Em função disso, o orçamento das despesas com o futebol foi montado com base no mesmo time de 2011. Um time fraco, eliminado logo nas primeiras fases nas Copas do Brasil e Sul-Americana e que lutou para escapar do rebaixamento no Campeonato Brasileiro. Não podemos ter em 2012 um time do mesmo quilate do time de 2011.

Temos que retomar o círculo virtuoso. Bons times geram vitórias, que geram títulos, que geram receitas, que nos permite comprar mais jogadores, que trarão mais vitórias e mais receitas. Temos que fazer esta roda girar.

Nota-se ainda que não consta no orçamento os desembolsos para equipar os novos prédios que serão entregues pela WTorre. Fala-se de valores altíssimos, em torno de R$ 14 milhões. É preciso incluir no orçamento estes desembolsos, bem como a fonte de financiamento, que deveria ser de longo prazo, equalizando as parcelas do pagamento à vida útil e consequente receita gerada pelos equipamentos.

Em função de tudo o que foi citado anteriormente, a posição do Grupo Fanfulla, foi para que este orçamento fosse REPROVADO e imediatamente retrabalhado para uma nova votação, aumentando a previsão de receitas, impondo metas mais ousadas e agressivas à direção de marketing na captação dos recursos e aumentando a verba para despesas com futebol, a medida que as novas receitas fossem geradas, para que fosse montada uma equipe competitiva, que gere ainda mais receitas e que esteja a altura da grandeza da Sociedade Esportiva Palmeiras.

Infelizmente o Conselho aprovou o orçamento por 70 x 63, com absurdas 80 abstenções. Mas o pior é que dentro dos 63 que reprovaram, a turma do ex-presidente da segunda divisão reprovou justamente por achar que deveriam ser cortadas mais despesas.

Enquanto alguns querem agigantar o clube, outros brigam pela mediocridade. Força, Palmeiras!

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