Carta Aberta ao presidente do CD, José Ângelo Vergamini

Postado em: Blog, Fala, Conselheiro | por: Luiz Mousinho |

A carta abaixo, escrita pelo conselheiro fanfullista Luiz Mousinho, é aberta, mas também foi enviada diretamente a seu destinatário.

Bom dia, Presidente Vergamini!

Com muito orgulho, no último sábado, participei da procissão em homenagem ao nosso São Marcos de Palestra Itália.

Foi um momento de exaltação à palestrinidade, um sentimento que andava escondido, com vergonha, com medo. Mostramos a mídia e a todos que o palmeirense é guerreiro, o sangue verde corre nas veias e lutaremos até o fim para que este sentimento permaneça forte e pulsando por muitos anos.

Este movimento trouxe de volta o orgulho e a força do palmeirense. A imprensa voltou a falar bem do Palmeiras. Só se fala de nosso santo e da homenagem que sua torcida prestou, mesmo apesar das brigas internas e do fe-ma-no-pá – o festival de má notícias que assola o Palmeiras.

E esta força certamente refletirá também a favor da democracia no Palmeiras. Não podemos admitir que um presidente do Conselho Deliberativo tenha a presunção de achar que pode rasgar o estatuto e fazer (ou deixar de fazer) o que quiser. 81 conselheiros, seguindo todo os trâmites do estatuto, protocolaram uma proposta. ELA DEVE SER VOTADA pelo Conselho e pelos sócios em assembléia. O senhor não pode se achar o dono do Palmeiras. O senhor deve seguir o estatuto.

O senhor, que já é conselheiro do Palmeiras há muitos anos, e sempre teve uma boa imagem dentro do clube, passou a ser conhecido como o PRESIDENTE-GAVETA. Aquele que engavetou uma proposta legítima, que representa a vontade de grande parte dos associados e torcedores do Palmeiras.

Seu mandato já chegou à primeira metade. Você tem a opção de escolher: se quer ser conhecido como o presidente do Conselho que lutou com unhas e dentes contra a democracia, contra a vontade dos conselheiros, contra a vontade dos sócios, contra a vontade da torcida do Palmeiras e deixar para o seu sucessor entrar na história com o glamour, o reconhecimento de ter trazido a democracia para o clube, ou prefere mudar o final desta história. Ainda dá tempo, presidente!

Com ou sem você, teremos eleições diretas no Palmeiras, seja por via judicial, seja por votação marcada pelo próximo presidente do conselho, tenho certeza. Você está defendendo uma causa perdida e terá seu nome e sua palestrinidade para sempre manchados com esta sua postura.

Percebe-se que a torcida não tem mais paciência. E já sabe que você é a pessoa que arbitrariamente está bloqueando o processo de mudança e renovação no Palmeiras.

Será que um dia não pensarão em organizar uma nova procissão, novamente pacífica, desta vez pedindo as diretas e fazendo uma concentração na porta de sua casa e caminhando até o Palmeiras? Será que você vai ter como explicar a familiares, amigos e vizinhos que é você que está impedindo a democracia no Palmeiras? Que você não cumpre os regulamentos dentro do Palmeiras?

Presidente, vamos mudar o rumo desta história! Você ainda pode sair por cima. Basta cumprir o estatuto, basta convocar a Assembleia Geral de sócios e a Reunião Extraordinária. Não espere a decisão judicial, não deixe está glória para o próximo presidente do CD.

Um grande abraço,

Luiz Mousinho

SÓ ACONTECE NO PALMEIRAS

Postado em: Fala, Conselheiro | por: blogfanfulla |

por Alexandre Zanotta, conselheiro 2009-2012.

Ultimamente tem se tornado comum ouvirmos que certas coisas “só acontecem no Palmeiras”. Geralmente, após algum fato desastroso ou incomum, tanto dentro ou fora de campo, mas que infelizmente tem se tornado habitual em nosso clube. Seria como se tivesse sido transferido para nós o dom sobrenatural de ocorrências esdrúxulas que antes diziam acontecer apenas no Botafogo.

Mas será que esses acontecimentos insólitos são fruto de atividades sobrenaturais, ou ocorrem por razões reais, bem conhecidas de quem acompanha o dia-a-dia do clube?

Acho que não é difícil responder a pergunta acima. Mesmo que você, caro leitor, não acompanhe o dia-a-dia do clube e acredite no sobrenatural, deve imaginar que não deveria haver razão para tantos fatos e pessoas ruins estarem concentrados no nosso querido Palmeiras.

Assim, gostaria de aproveitar este artigo para fugir dos lugares-comuns das discussões da maior parte da torcida e até de profissionais da mídia, para me concentrar no que realmente importa para nosso clube estar na situação que hoje se encontra. Não vou aqui discutir sobre qualidade do time, caráter de jogador, salário de técnico, contratações para o próximo ano, e etc. Isso é consequência. O que acredito ser importante são as questões mais estruturais que nos afetam e geram os problemas que a cada dia parecem ficar piores. Seguindo o raciocínio das infinitas discussões que tenho com meu amigo e colunista do blog Prisco Palestra, Marcelo, o “Racional”, é preciso descobrir a raiz dos problemas para podermos encontrar as soluções mais adequadas.

Claro que o espaço aqui é curto (e também o tempo do leitor) para tratar de maneira mais profunda todos os problemas estruturais que assolam o Palmeiras. E nem tenho a pretensão de achar que conheço todos eles. Dessa forma, vou abordar os tópicos que entendo serem os mais relevantes, com um panorama geral das minhas opiniões, para depois desenvolvermos em outras oportunidades.

O primeiro tópico é referente à forma como o clube está estruturado. Nosso estatuto social é arcaico e engessa qualquer tentativa de renovação (vide o que ocorre com a tentativa de eleições diretas). Propositalmente feito desta forma, nossa “lei maior” favorece os grupos antigos a se perpetuarem no poder, e dificulta a ascensão de novos grupos, com ideias mais modernas e arejadas, e mais vontade de mudar o Palmeiras. Além disso, a própria natureza jurídica dos clubes de futebol, todos formados como associações, favorece esse “descaso” com o bem comum – o próprio clube -, uma vez que não há um “dono” para tomar conta e cobrar as pessoas.

Daí decorre o segundo tópico da nossa discussão, que é a incompetência de gestão de grande parte dos nossos dirigentes, não apenas atuais, como passados. É evidente que a classe dirigente do clube tem enorme parcela de responsabilidade pela perda de força do Palmeiras nos últimos 35 anos (com exceção da época da Parmalat). A administração do Palmeiras, com raras exceções, parou nos anos 70, e não teve capacidade de acompanhar a evolução do futebol nas últimas décadas, perdendo espaço para rivais, inclusive de outros estados.

O terceiro tópico refere-se a este tema do futebol nos dias atuais. O futebol evoluiu muito desde a década de noventa, e estamos de bicicleta vendo um trem bala passar. Na época “romântica” do futebol, ficar na fila até aumentava a torcida. Hoje em dia, na era do futebol “negócio”, a fila pode acabar com o time. E o tempo joga muito contra nós, pois além da dificuldade em captar novos torcedores, nossos principais rivais começam a ganhar algumas dezenas de milhões de reais a mais por ano do que a gente, o que no médio prazo acarretará em um desequilíbrio que vai ficar cada vez mais difícil de reverter. Como prova o campeonato espanhol, história e bravatas não salvam um tradicional clube, vide o Atlético de Madri. Meu receio não é que 2011 tenha sido mais um ano jogado fora. Meu receio é que já jogamos fora até 2013…

O quarto tópico que queria abordar é a torcida. Eu sei que talvez esse seja o tópico mais delicado, e por isso vou me estender um pouco mais sobre ele. Não falo especificamente de torcida organizada, de frequentadores assíduos, do torcedor que assiste na televisão ou o de outros estados ou países. Falo de todos nós.

Pressão da torcida é algo comum nos times grandes, mas no Palmeiras é maior. E gera o círculo vicioso de pressão da torcida no jogador, diretoria despreparada não segura e contrata outro igual, que não joga bem no começo e ouve ofensas, chacotas, intimidação, aí a diretoria contrata outro jogador. Esse círculo vicioso só piora as finanças do clube, fazendo com que a diretoria despreparada, de maneira covarde, tente atenuar esse processo emprestando o jogador ou contratando técnicos caríssimos.

No entanto, no futebol brasileiro atual, todos os times têm 3 ou 4 jogadores bons e um resto de desconhecidos. Não há mais como montar uma seleção com 1 craque por posição. Basta verificar as escalações dos nossos adversários (principalmente dos líderes), para constatar que não há equipe com jogadores muito melhores do que os nossos (talvez a única exceção seja o Santos). Além disso, no futebol brasileiro atual, os vencedores são os que mantêm o time por um mínimo de tempo e os que dão suporte nos piores momentos (via diretoria e torcida). Esse círculo vicioso de não jogar bem nos primeiros jogos, torcida pegar no pé, diretoria contratar outros jogadores deixando os que já estavam de lado ou emprestando-os, só vai aprofundar ainda mais o buraco.

Entendo que é duro reconhecer e criticar nós torcedores. Só que não fazemos a nossa parte e, por isso, também somos parte do problema. Como bem colocado pelo colunista Marcelo citado acima, não dá para dissociar um povo dos problemas do país e colocar tudo na conta dos políticos. Da mesma forma, não dá para dissociar a torcida dos problemas do Palmeiras, ainda que as eleições sejam, por enquanto, de forma indireta.

Diante de tudo o que foi colocado de forma resumida neste artigo (que mesmo assim ficou mais longo do que deveria), o que fazer? Há solução para o Palmeiras? Claro que sim! Em primeiro lugar, a grandeza da torcida, a história e o patrimônio ainda são alicerces que podem nos ajudar na recuperação. Entretanto, claramente, a mudança precisa ser rápida. Temos que parar de pensar no curto prazo, ter paciência e começar a atuar visando o longo prazo, ou seja, mudanças profundas que tragam resultados duradouros, e não loucuras de ocasião para ganhar um Paulista por década e ficar sendo humilhado nos intervalos de tempo.

Em primeiro lugar, devemos batalhar por uma reforma ampla e profunda do nosso estatuto social. Estamos começando pelas eleições diretas, mas precisaremos de muito mais. O estatuto precisa ser um documento mais flexível, que permita a renovação e a ascensão de novas ideias. O Palmeiras é da torcida e não de 300 conselheiros. Sócios e sócios torcedores precisam ser ouvidos e terem chance de participar.

Havendo legitimação pela maioria, a gestão do clube precisa ser profissionalizada. Basta de dirigentes amadores e incompetentes. Precisamos de profissionais remunerados (de preferência palmeirenses e competentes) em áreas chaves como futebol profissional, planejamento, marketing, financeiro, categorias de base, etc. Se são remunerados, serão cobrados por resultados. E, se são competentes, poderão fazer com que o Palmeiras entre na via rápida de desenvolvimento do futebol moderno, até para podermos explorar todo o potencial que nossa Arena poderá oferecer.

A partir deste arcabouço mais profissional e sério, suportar as inevitáveis pressões da torcida. Apesar de futebol ser paixão, tomar decisões lastreadas pelo custo/benefício, algo que um profissional sério e competente saberia discernir. Insistindo em um modo de trabalho, com um grupo de pessoas competentes, mais cedo ou mais tarde os resultados chegam. Há vários exemplos para seguirmos.

E, para concluir, investir muito no maior patrimônio do clube, que é conquistar mais e mais torcedores. No passado, ter mais torcida não era tão importante. Hoje, é fundamental. O dinheiro virá da capacidade de atrairmos mais torcedores para nosso amado time com ações constantes e incisivas, e principalmente um programa de sócio torcedor decente.

A intenção deste artigo foi dar uma visão um pouco diferente do lugar-comum da maioria das discussões entre torcedores e as apresentadas na imprensa. Não podemos aceitar passivamente que certas coisas “só acontecem no Palmeiras”. Elas não acontecem apenas no Palmeiras, e deveriam é parar de acontecer com a gente.

Finalmente, é importante lembrar que o Fanfulla apresentou mais de uma vez diversos projetos abrangendo todas as áreas mencionadas nos tópicos deste texto (e até mais). Obviamente, grande parte dos projetos, principalmente aqueles que envolvem mudanças profundas, não foram aceitos ou sequer analisados pelos poderes do clube, mas os projetos permanecem à disposição para serem utilizados quando quiserem. É com esse trabalho e nossa insistência que faremos o Palmeiras continuar a ser grande e forte!

E como torcedor vive de fé, espero que em 2012 recomecemos a trilhar o caminho da grandeza do Palmeiras!

Saudações Alviverdes!

VISITA ÀS OBRAS DA ARENA E MAIS UM GOLPE

Postado em: Fala, Conselheiro | por: Luiz Mousinho |

Por @luizmousinho

Hoje tive hoje a oportunidade de visitar in loco as obras da Arena. Uma sensação fantástica de ver a renovação de nosso clube e de nosso estádio. Os prédios de quadras e administrativo (que agora a WTORRE chama de multi-uso) estão quase prontos e serão um passo de modernidade muito grande em nossa história.

 

A WTORRE promete entregar os dois prédios no final de janeiro/12 e depois da parte burocrática (serão dois habite-se) deverão estar prontos para o uso completo em abril ou maio/12. Até outubro/12 o prédio da academia de ginástica deve estar livre para ser demolido e a construtora completar a obra do estádio.

 

Os prédios que serão entregues em janeiro são dois monumentos enormes e mudarão a cara do clube, do bairro e até mesmo da cidade. Sem contar a vista maravilhosa que teremos ao estarmos no alto de qualquer um dos dois edifícios. Fiquei imaginando um jogo de society na quadra com aquela vista maravilhosa ou um happy-hour no que deve ser o bar social na cobertura do prédio administrativo com vista para toda a zona norte e para a zona oeste da cidade.

 

 

Vista da cobertura do prédio multi-uso

 

O estádio também começa a tomar forma e a obra vai acelerar neste final de ano. Já foram cravadas 5 colunas e a partir da semana que vem devem ser cravadas 3 ou 4 por dia e a partir de dezembro 10 colunas por dia. Por enquanto está mantida a previsão de término para abril/2013.

 

Colunas de sustenção da arquibancada do estádio

Triste mesmo é  o uso político que a turma da segunda divisão, que hoje ocupa o poder, faz da comissão de obras.

 

Estão tentando dar um golpe contra o tênis, por puro revanchismo político. É sabido que o tênis é um reduto de anti-mustafistas oposicionistas à atual gestão e querem reduzir o poder desta ala da oposição, reduzindo o projeto original (link abaixo) de 7 quadras de tênis para apenas 4.

 Projeto original das quadras de tênis

O atual responsável pela comissão de obras pelo Palmeiras, aquele  mesmo que deitou na frente de tratores para impedir o início das obras ano passado agora quer reduzir o poder da oposição, trocando quadras de tênis que existiam antes das obras e que estavam no projeto original por quadras de outros esportes. Com isso, ele reduz o numero de tenistas do clube e conseqüentemente os votos para conselheiros da oposição e ganha apoio político da turma na qual ele pretende aumentar as quadras. Uso do poder da comissão de obras para fins políticos. Lamentável.

Medição comprovando espaço suficiente no prédio

 

E ainda quer botar a culpa na WTORRE, dizendo que o projeto foi modificado e que a construtora não estaria entregando os prédios nas medidas combinadas anteriormente, não cabendo mais as quadras com as medidas oficiais no andar do prédio administrativo. Pura balela! O projeto das quadras, bem como medições efetuadas no prédio de quadras comprovam que cabem perfeitamente as 3 quadras faltantes.

 

Diz também que os esportes amadores devem ser sacrificados pelo aumento do tamanho do estádio. Outra mentira. Foi prometido pela construtora incrementar verticalmente a mesma área que seria tomada pelo aumento do estádio e cessão de superfície e isto está sendo cumprido, são 22 mil m2 sendo construídos exclusivamente para os esportes amadores do clube.

 

Obviamente que ninguem está querendo a paralisação das obras dos prédios e muito menos da Arena. O que se pede é que a Comissão de Obras do Palmeiras cumpra o que foi prometido e mantenha a mesma relação de quadras e esportes que constavam no projeto original e não faça uso político de suas atribuições, incluindo o tradicional toma-lá-dá-cá até mesmo na distribuição de quadras.

 

Imagens de quadras sobrepostas ao projeto

Até quando a atual administração vai tratar a parceira WTORRE como inimiga e os palmeirenses sócios do clube como palhaços?

 

A TENTATIVA DE GOLPE CONTINUA

Postado em: Fala, Conselheiro | por: Luiz Mousinho |

O presidente do Conselho Deliberativo, José Ângelo Vergamini emitiu uma nota oficial hoje sobre a reunião marcada para a próxima segunda-feira 24/10, onde consta como ordem do dia o projeto de eleição direta para presidente.
 
Nesta nota ele explica que “não haverá discussão e votação desses projetos. Apenas será colocado para a apreciação dos conselheiros se os mesmos irão direto para a Comissão do Estatuto para serem inseridos nos trabalhos gerais do novo estatuto ou se haverá uma reunião extraordinária onde esses projetos serão votados individualmente”. Ou seja, a estratégia que o Presidente do Conselho Deliberativo pretende utilizar é colocar em votação dentro do Conselho se a proposta das eleições diretas deverá ou não ser unida às demais propostas mencionadas na ata de convocação para posteriormente serem votadas em conjunto tanto em nova reunião extraordinária do Conselho como em Assembléia Geral.
 
Um golpe ao estatuto e à democracia. Se a proposta das eleições diretas já tem as 81 assinaturas de conselheiros, conforme determina o estatuto, não há o que se falar em união com outras propostas, ela é autônoma, ela já cumpriu todos os requisitos estatutários para ser votada de forma exclusiva. É um desrespeito aos 81 conselheiros que assinaram a proposta, aos milhares de associados que são favoráveis às eleições diretas e aos milhões de palmeirenses simpáticos à idéia.
 
Os conselheiros ainda farão esta votação sem antes conhecer os 3 projetos citados: eleição direta, conselho gestor e proposta da tal comissão do estatuto. O edital de convocação publicado nos jornais e as cartas de convocação enviadas aos conselheiros não anexaram os projetos para análise prévia. A maioria dos conselheiros conhecerá os projetos na hora da votação, sem ter tempo hábil para analisá-los. Uma total falta de transparência, típica de quem quer confundir o conselheiro, de quem não pensa em modernizar o estatuto do clube.
 
O Fanfulla informalmente teve acesso a alguns documentos, que supostamente seriam as propostas do comitê gestor e da reforma da comissão do estatuto.
 
No arquivo anexo, a suposta proposta do comitê gestor.
 
Chama a atenção a recorrência da palavra “vitalícios” no texto. Com esta proposta, o futebol ficaria nas mãos de um conselho gestor, composto por ao menos um vitalício, eleito pelo CD e que pode ser reeleito indefinidamente. Um absurdo. E toda a gestão dos departamentos de marketing e financeiro ligados ao futebol seria independente. É muito poder para pouca representatividade.
 
E neste outro arquivo, a suposta proposta da tal comissão do estatuto. O texto em verde é a nova proposta e o texto em vermelho é o que está  em vigor no estatuto até hoje.
 
Um pacote com algumas medidas muito boas como: direito de votar reduzido de 3 para 2 anos, direito de se candidatar ao CD caindo de 8 para 7 anos, redução gradual do número de conselheiros vitalícios de 148 para 100 vagas, redução da exigência para formação de chapas de 91 candidatos para um mínimo de 52.
 
Porém algumas medidas que parecem estar dentro do AI-5, como comunicação prévia para assembléia geral caindo de 30 dias para 3 dias, aumento do poder e número de vitalícios no COF, aumento da exigência de 1/5 para 1/3 de assinaturas dos sócios para alterações no estatuto e, pasmem, o estatuto passa a poder ser alterado somente a cada 6 anos.
 
Dá até medo ver tudo isso num pacote só. Pelo número de alterações desta proposta, é fundamental que haja também uma outra reunião extraordinária, exclusiva para discutí-la e onde  cada item deva ser votado em separado, nunca em conjunto.
 
Assim, fazemos um apelo ao presidente Vergamini,  pela manutenção do princípio da legalidade, que num primeiro momento convoque uma reunião extraordinária e exclusiva para discussão da proposta de eleições diretas.

PRENÚNCIO DE UM NOVO GOLPE

Postado em: Fala, Conselheiro | por: Luiz Mousinho |

Por @LuizMousinho

No dia 08/10 foi publicado em jornais de grande circulação um Edital de Convocação para reunião ordinária do Conselho Deliberativo da Sociedade Esportiva Palmeiras, o qual reproduzo aqui abaixo.

Vejam que a convocação é para uma reunião ordinária, mas conforme o  Estatuto Social, para deliberar sobre alteração estatutária, seria necessário uma reunião extraordinária. Portanto, esta reunião não poderá deliberar a aprovação de nenhuma solicitação de reforma estatutária.

Neste edital, chama ainda atenção o ponto f da ordem do dia:

f) Deliberar sobre sugestão recebida da comissão de estudos de reformas estatutárias dos seguintes projetos:

1º) Eleição de diretoria executiva através de pleito envolvendo a assembléia de sócios;
2º) Criação do comitê gestor para o futebol;
3º) Estudo da reforma do estatuto já concluído pela comissão, visto que há evidentes conflitos entre os dispositivos abordados, razão pela qual os três projetos devem ser apreciados de forma concomitante, acarretando uma reforma quase total do estatuto

Vamos então analisar profundamente este ponto f:

Observa-se que o edital inclui na ordem do dia que a deliberação proposta não é em relação aos projetos, mas “deliberar sobre sugestão recebida da comissão de estudos de reformas estatutárias dos seguintes projetos.”

Percebe-se aqui que não serão deliberados os projetos, mas uma sugestão de uma tal comissão de estudos de reforma estatutária. E aqui começam os problemas. O que é esta tal comissão? Amigos, inicia-se aqui mais uma sórdida manobra do Sr. José Ângelo Vergamini.

Não existe no Conselho Deliberativo nenhuma comissão formal, eleita pelos atuais membros do CD especificamente para este fim. Na verdade, na gestão do Prof. Belluzzo, foi criada uma comissão de reforma estatutária de forma democrática com alguns membros indicados pela diretoria, outras pelo CD e outros pelo COF. Mas isto foi em outro mandato, com uma outra configuração do Conselho, e que acabou não conseguindo finalizar o projeto. Pior do que isso: vários membros desta comissão pediram afastamento e aí todos foram repostos por indicação sabe-se lá de quem. Nunca discutiram isto nas reuniões do CD, não se sabe quem indicou os novos membros e nem oficialmente foram divulgados quem são estes membros. Agora estão usando esta comissão como manobra para não ser votada a verdadeira proposta de eleição direta que foi protocolada em março por 81 conselheiros.

E quais são os três projetos, e qual é a sugestão da tal comissão? Não se sabe exatamente, pois o edital não anexa os projetos, nem explica qual a sugestão. Mas, conhecendo o modus-operandi da turma que domina hoje a administração do clube, podemos supor algumas coisas:

O primeiro projeto, pleito envolvendo a assembléia de sócios, imagina-se que é o pleito dos 81 conselheiros, a verdadeira reforma que pede a eleição direta, a sugestão protocolada no clube de forma válida pelo estatuto e que é autônoma, ou seja, se o Sr. José Ângelo Vergamini cumprisse suas obrigações de presidente do CD, deveria ser avaliada em separado pelo Conselho e jamais concomitantemente com outras propostas como sugere o edital.

O segundo projeto, criação do comitê gestor para o futebol,  embora ninguém tenha visto esta proposta, seria um comitê vitalício e definitivo que controlaria o futebol do clube. Assim, mesmo passando a reforma das eleições diretas, os sócios elegeriam o presidente do clube, mas o futebol continuaria a ser controlado pelos mesmos grupos, de mentalidade tacanha, que são contra a renovação e a democracia.

E surge ainda um terceiro projeto, estudo da reforma do estatuto já concluído pela comissão, visto que há evidentes conflitos entre os dispositivos abordados, razão pela qual os três projetos devem ser apreciados de forma concomitante, acarretando uma reforma quase total do estatuto. Meu Deus! O que será isto? Um novo projeto, feito por uma comissão sem representatividade,  que mal sabemos quem seja e que teria conflitos com os projetos anteriores. De novo, imagina-se que é mais uma forma de criar um projeto alternativo de diretas, provavelmente de uma forma menos democrática e menos renovadora que a proposta assinada por 81 conselheiros.

E a sugestão? Lembrem-se que não vamos deliberar a proposta, mas sim a sugestão. Pelo que foi visto no último parágrafo, na descrição do tal 3º. projeto do edital, os três projetos teriam “evidentes conflitos” e “deveriam ser apreciados de forma concomitante”. Assim, fica claro que a sugestão vai ser eliminar a eleição direta da forma como proposta pelos 81 conselheiros e consolidar uma alteração estatutária diferente daquela proposta anteriormente, da forma como os atuais mandatários acham que deva ser, certamente sem democracia e possibilidade de renovação. E mais do que isso, enterrando definitivamente a proposta real de eleição direta. Votada e aprovada a sugestão de união das 3 propostas, da forma como teria sido estabelecido pela tal comissão, ficaria uma proposta única de reforma estatutária, incluindo o comitê gestor, uma diretas “diferente” e sabe-se lá o que mais, e  que faltaria apenas a convocação de uma nova reunião, esta sim extraordinária, para aprovação final.

Assim, conclui-se que é mais uma manobra do grupo que levou o Palmeiras à segunda divisão para evitar a democracia e a renovação no clube. Até quando estas pessoas vão ficar trabalhando contra a modernidade no Palmeiras? Até quando nós, conselheiros, sócios e torcedores vamos aceitar isso? Precisamos nos mobilizar, divulgar o modo de ação da Turma da Série B, fazer manifestações, sempre sem violência, mas mostrando que o palmeirense não aceita mais esta forma antidemocrática e ultrapassada de administrar,  bloqueando o modernismo em nossa querida Sociedade Esportiva Palmeiras.