Texto de Marcio D’Andrea
O orgulho de ser palmeirense está mais vivo do que nunca, no sangue verde que percorre as nossas veias. É verde dos verdes, aquele que quando chega, chega para chegar, dizendo, AQUI É PALMEIRAS!
Este foi o sentimento de todos os palmeirenses, independentemente de estarem ou não presentes na passeata de ontem. A presença espiritual é tão ou mais forte do que a física em alguns casos.
Todos temos histórias para contar do dia 14 de Janeiro de 2012, mas o mais importante, é que nós escrevemos uma página na interminável e gloriosa história da nossa Sociedade Esportiva Palmeiras e do eterno Palestra Italia.
A minha não me esquecerei jamais, pois é um exemplo de vida e de dedicação ao Palmeiras.
Antes de sair perguntei ao “experiente palestrino”, se preferia participar da procissão de São Marcos em cima do trio elétrico. Ele me agradeceu com um singelo gesto ao velho estilo italiano, mas disse que se decidisse por esta opção, me informaria.
Já nas ruas ele se apoia no meu ombro e disse – preferi seguir a procissão a pé. Devagar e sempre vamos conseguir, foi a minha mensagem a ele.
E lá fomos nós, eu o “experiente palestrino” e mais um “irmão de sangue verde de outras tantas batalhas e jornadas”, passo a passo, no ritmo da experiência, movidos pela emoção, acompanhamos a procissão do Palestra ao Pacaembú, sem nenhuma reclamação de cansaço.
Nos emocionamos, vi em determinados momentos, lágrimas nos olhos de meus dois companheiros de caminhada, arrepiados pelo cantos, pelas bandeiras nas janelas, pelos aplausos das pessoas e principalmente pelo sentimento, talvez de decepção, talvez de raiva do que fizeram e estão fazendo com o nosso alviverde imponente. Pensei, quantas imagens das vitórias, dos títulos, das lutas, da história não deve estar passando na cabeça dos dois.
Os olhos brilharam, quando eu, em meu momento de palestrinidade, disse – “ele tentou de tudo, mas nós, fazendo referência a todos que estavam na passeata ou nos acampanhando de algum lugar do mundo, não deixaremos o nosso Verdão acabar”.
O ápice da caminhada foi quando próximo a praça Charles Miller, ao ser abordado por um cidadão que tem preferências da política palmeirense antagônicas às nossas, o nosso “experiente palestrino” com o dedo em riste para o céu, se pronunciou – A próxima (procissão) será das Diretas, seu ……………!
Chegamos, acompanhamos o final da procissão, ele com o sentimento de missão cumprida, se foi, não assistiu ao jogo, talvez sabendo o que estaria por vir.
Nos vemos na próxima!
Aos dois companheiros, pelo ressurgimento de nosso alviverde imponente, ficam aqui o meu profundo agradecimento por lutarem com tanto afinco, as vezes com visões distintas mas com certeza com o mesmo objetivo, levantar o nosso Palmeiras, o nosso Palestra Italia.
Valeu Experiente Palestrino – José Roberto Christianini, o Jota.
Valeu Irmão de Sangue Verde – Luís Henrique Monteiro Fronterotta, o Fronte.
Saudações Palestrinas, Palmeirenses, Alviverdes, Esmeraldinas.




