VISITA ÀS OBRAS DA ARENA E MAIS UM GOLPE

Postado em: Fala, Conselheiro | por: Luiz Mousinho | quando: 5 de novembro de 2011 |

Por @luizmousinho

Hoje tive hoje a oportunidade de visitar in loco as obras da Arena. Uma sensação fantástica de ver a renovação de nosso clube e de nosso estádio. Os prédios de quadras e administrativo (que agora a WTORRE chama de multi-uso) estão quase prontos e serão um passo de modernidade muito grande em nossa história.

 

A WTORRE promete entregar os dois prédios no final de janeiro/12 e depois da parte burocrática (serão dois habite-se) deverão estar prontos para o uso completo em abril ou maio/12. Até outubro/12 o prédio da academia de ginástica deve estar livre para ser demolido e a construtora completar a obra do estádio.

 

Os prédios que serão entregues em janeiro são dois monumentos enormes e mudarão a cara do clube, do bairro e até mesmo da cidade. Sem contar a vista maravilhosa que teremos ao estarmos no alto de qualquer um dos dois edifícios. Fiquei imaginando um jogo de society na quadra com aquela vista maravilhosa ou um happy-hour no que deve ser o bar social na cobertura do prédio administrativo com vista para toda a zona norte e para a zona oeste da cidade.

 

 

Vista da cobertura do prédio multi-uso

 

O estádio também começa a tomar forma e a obra vai acelerar neste final de ano. Já foram cravadas 5 colunas e a partir da semana que vem devem ser cravadas 3 ou 4 por dia e a partir de dezembro 10 colunas por dia. Por enquanto está mantida a previsão de término para abril/2013.

 

Colunas de sustenção da arquibancada do estádio

Triste mesmo é  o uso político que a turma da segunda divisão, que hoje ocupa o poder, faz da comissão de obras.

 

Estão tentando dar um golpe contra o tênis, por puro revanchismo político. É sabido que o tênis é um reduto de anti-mustafistas oposicionistas à atual gestão e querem reduzir o poder desta ala da oposição, reduzindo o projeto original (link abaixo) de 7 quadras de tênis para apenas 4.

 Projeto original das quadras de tênis

O atual responsável pela comissão de obras pelo Palmeiras, aquele  mesmo que deitou na frente de tratores para impedir o início das obras ano passado agora quer reduzir o poder da oposição, trocando quadras de tênis que existiam antes das obras e que estavam no projeto original por quadras de outros esportes. Com isso, ele reduz o numero de tenistas do clube e conseqüentemente os votos para conselheiros da oposição e ganha apoio político da turma na qual ele pretende aumentar as quadras. Uso do poder da comissão de obras para fins políticos. Lamentável.

Medição comprovando espaço suficiente no prédio

 

E ainda quer botar a culpa na WTORRE, dizendo que o projeto foi modificado e que a construtora não estaria entregando os prédios nas medidas combinadas anteriormente, não cabendo mais as quadras com as medidas oficiais no andar do prédio administrativo. Pura balela! O projeto das quadras, bem como medições efetuadas no prédio de quadras comprovam que cabem perfeitamente as 3 quadras faltantes.

 

Diz também que os esportes amadores devem ser sacrificados pelo aumento do tamanho do estádio. Outra mentira. Foi prometido pela construtora incrementar verticalmente a mesma área que seria tomada pelo aumento do estádio e cessão de superfície e isto está sendo cumprido, são 22 mil m2 sendo construídos exclusivamente para os esportes amadores do clube.

 

Obviamente que ninguem está querendo a paralisação das obras dos prédios e muito menos da Arena. O que se pede é que a Comissão de Obras do Palmeiras cumpra o que foi prometido e mantenha a mesma relação de quadras e esportes que constavam no projeto original e não faça uso político de suas atribuições, incluindo o tradicional toma-lá-dá-cá até mesmo na distribuição de quadras.

 

Imagens de quadras sobrepostas ao projeto

Até quando a atual administração vai tratar a parceira WTORRE como inimiga e os palmeirenses sócios do clube como palhaços?

 

Comissão Arena: Sistemas do Projeto Arena

Postado em: Colunas, Editorial | por: blogfanfulla | quando: 6 de outubro de 2011 |

Fanfullistas, hoje foi protocolada a carta abaixo destinada ao presidente do clube e sua comissão das obras da arena. O motivo da redação foi a evidente lacuna que teremos entre o clube social e a arena, identificado na reunião que tivemos com a WTorre.

Prezado Sr. Arnaldo Tirone – Presidente da Sociedade Esportiva Palmeiras

Ref: Sistemas do Projeto da Arena Palestra Italia

O grupo Fanfulla vem acompanhando o andamento das obras da Nova Arena e dentro deste trabalho tem surgido algumas dúvidas a respeito da integração da S. E. Palmeiras com as obras e com o projeto em si.

Entre os diversos assuntos identificados, selecionamos alguns nesta carta e pedimos a gentileza de encaminhá-la a Comissão de Obras da Arena, solicitando os seguintes esclarecimentos listados mais abaixo.

Nosso desejo é que o clube possa acompanhar a evolução das instalações que estarão presentes na Nova Arena, garantindo a todo o complexo, Arena e Clube Social, o mesmo nível de conforto, segurança e comunicação.

Sistemas de Comunicação e Segurança.

O sistema de comunicação da Arena deverá ser de última geração, projetado para um espaço no estádio com esta finalidade, e trará várias soluções de tecnologia, possuindo funcionalidades como Wi-fi (rede sem fio), proporcionar conteúdos exclusivos gerados ao vivo entre outras possibilidades

Todo esse sistema deverá ser centralizado no que é chamado usualmente de Data Center.

Nesta central, diversos outros sistemas estarão presentes como controle de acesso, de vigilância, de telefonia, de conectividade entre outros.

Um “Data Center” possui características básicas essenciais como segurança física/eletrônica de acesso, alta disponibilidade de energia com bancos de baterias/geradores, climatização com redundância, espaço para racks que concentram os roteadores de conectividade, segurança lógica [como firewalls], PABX/ToIP, URA, patch pannels de cabeamento estruturado, switchs core e de borda para distribuição da rede, além da hospedagem de servidores, storage, backup dos vários sistemas, circuito fechado de TV, entre outros recursos de tecnologia, além de bancadas para trabalho dos operadores.

O clube também possui estas necessidades, ampliando sistemas de faturamento, cobrança, recursos humanos, contabilidade, etc…

Além de precisar criar definitivamente uma rede que integre todos os departamentos, espaço para armazenagem e compartilhamento de dados, acervo digital,… também existe a necessidade de disponibilização e gerenciamento de wi-fi (rede sem fio) corporativo e separado dos serviços disponibilizados aos sócios como wifi nos bares, piscinas, etc ….

Este campo é uma oportunidade única e existem duas soluções alternativas:
- Aproveitar o DataCenter da Arena e compartilhar a infra-estrutura, hospedando todos os sistemas do clube social.

- Instalar um DataCenter no prédio administrativo. Esta opção demanda estudo e muita atenção, pois não há espaços para improvisações. Existem normas, técnicas e trabalhistas.

Neste campo, o clube possui algum plano?

Da mesma forma, o sistema de segurança também será de última geração. Câmeras de alta definição, funções de proximidade, rotação, salas de controle com a máxima segurança, possibilidades de acessos remotos ao sistema, etc…

Observando esses sistemas, perguntamos se a S. E. Palmeiras fará o compartilhamento com a infra-estrutura presente na Arena ou instalará tecnologia similar no clube social a fim de disponibilizar para a gestão do clube e associados os mesmos modernos benefícios presentes na Arena?

E a respeito das instalações do clube social similares aquelas instaladas na Arena que demandam prestações de serviço e manutenção dos novos equipamentos, a S. E. Palmeiras fará negociações em conjunto com o parceiro a fim de que as duas partes possam ser beneficiadas? Exemplo: elevadores dos prédios administrativos e poliesportivo.

Controle de Acesso

Sabemos ser interesse tanto da S. E. Palmeiras como da construtora que a função multiuso do estádio tenha confiabilidade e traga conforto aos usuários. Dentro deste conceito o sistema de controle de acesso assume um importante papel. Funções de gerenciamento on-line, diversidade de possibilidades para aquisição de ingressos e catracas de última geração são funcionalidades deste sistema. A fim de que estes benefícios estejam presentes, perguntamos se a S. E. Palmeiras abandonará velhas práticas no quesito bilheteria e se juntará ao parceiro visando a disponibilização de um sistema único, confiável, auditável que atenda aos interesses do seu torcedor e possibilite um melhor controle desta receita?

Operação

Perguntamos se a S. E. Palmeiras tem realizado junto a WTorre um trabalho de integração a respeito dos detalhes dos diversos sistemas de comunicação, segurança, controle de acesso, entretenimento, etc… não apenas para encontrar soluções que atendam as necessidade de ambas as partes, mas também olhando a operação que certamente agregará terceiros como órgãos de segurança municipais (PMSP, bombeiros) e saúde?

Agradecemos a atenção e nos colocamos a inteira disposição e aproveitamos também para solicitar uma reunião coma Comissão de Obras da Arena para abordar estes temas, sempre com a intenção de agregar valor a esse maravilhoso projeto.

Atenciosamente,
GRUPO FANFULLA

Comissão Arena: Resultado da reunião com a WTorre

Postado em: Colunas | por: Claudio Baptista Jr | quando: 3 de outubro de 2011 |

Texto de Claudio Baptista Jr.

No último dia 22 o grupo Fanfulla teve a oportunidade de conversar com o representante da WTorre, Rogério Dezembro, que gentilmente nos trouxe informações sobre a Arena baseadas nos nossos questionamentos listados anteriormente aqui:

http://blog.fanfulla.com.br/2011/09/07/comissao-arena-reuniao-com-wtorre/

Abaixo as informações por assunto.

Gramado
Será instalado o gramado nos padrões FIFA em dimensões (105x68m), porém a intenção é permitir que um gramado maior possa ser construído.
Essa possibilidade já está confirmada, mas ainda não se pode definir com exatidão o tamanho máximo.

A construtora realizou contatos com empresas especialistas na instalação e manutenção do gramado. Existe uma grande atenção neste sentido para definir qual tipo de gramado,  procedimentos e técnicas de conservação e manutenção serão utilizados.

Preocupação foi demonstrada no cronograma da instalação, pois a área do campo será utilizada por muito tempo para a construção das arquibancadas e existe um gargalo para liberar a área visando a instalação do gramado para que o mesmo esteja em perfeitas condições na inauguração.

Coincidentemente, nos foi mostrado um material sobre o gramado misto de natural e sintético. Mesma tecnologia e empresa que apresentada aqui:

http://www.3vv.com.br/index.php?option=com_k2&view=item&id=5374:arenas-gramado-–-misto-de-natural-com-sintetico&Itemid=22

A WTorre está realmente estudando esta solução.

O Gramado não será rebaixado.

Comunicação
O sistema de comunicação da Arena será de última geração. Wi-fi e conteúdos exclusivos gerados ao vivo estarão disponíveis e as negociações já se iniciaram com grandes empresas.

O sistema também deverá realizar interface com o sistema de segurança do estádio, pois esta é uma função absolutamente necessária.

Infelizmente a S. E. Palmeiras ainda não realizou tratativas ou expos interesse em utilizar o mesmo sistema, ter interface ou tecnologia similar a ser utilizada no clube social.

Segurança
Como no item anterior, o sistema será de última geração. Câmeras de alta definição, funções de proximidade, rotação, salas de controle com a máxima segurança, possibilidades de acessos remotos ao sistema, etc…

De igual forma ao sistema de comunicação, a S. E. Palmeiras ainda não realizou tratativas ou expos interesse em utilizar o mesmo sistema, ter interface ou tecnologia similar a ser utilizada no clube social.

Obs: nem para a manutenção dos elevadores que serão instalados no clube social (prédio administrativo, quadras) a S. E. Palmeiras demonstrou interesse em utilizar a mesma empresa.

Controle de Acesso
Realmente a intenção é que nossa Arena seja muito bem equipada. É de interesse da construtora que a função multiuso do estádio tenha confiabilidade e traga conforto aos usuários. Funções de gerenciamento on-line, diversidade de possibilidades para aquisição de ingressos e
catracas de última geração estão nos planos.

Entretanto, foi identificada uma área cinzenta. A Wtorre comercializará uma quantidade de cadeiras da Arena como forma de locação (ex: anual) e a receita de bilheteria destas e de todo os outros locais da Arena são da S. E. Palmeiras. Acontece que o clube pretende ter, ou já tem, acordo com outra empresa para a o sistema de bilhetagem e controle de acesso. Isso, interfere diretamente na tecnologia e gerenciamento a ser implementada em todo o complexo. Corremos o risco de nos jogos do Palmeiras, tenhamos um sistema de ponta a disposição de determinados setores e a falta de controle, confiabilidade, conforto e respeito ao torcedor nas demais áreas da
Arena.

Segue a sugestão para a S. E. Palmeiras abandonar velhas práticas no quesito bilheteria e juntar-se ao parceiro visando a disponibilização de um sistema único, confiável, auditável que atenda aos interesses do seu torcedor e possibilite um melhor controle desta receita.

Esse é um risco enorme e vocês já podem facilmente identificar os potenciais problemas.

Entretenimento
O painel a ser instalado no estádio também poderá transmitir conteúdo gerado on-line, imagens para entreter o público, interface com o sistema de comunicação do estádio e espaços para vinculação de propaganda auxiliando também na obtenção de receitas.

A princípio o telão não será aquele do tipo central com 4 faces voltadas para todos os lados do campo devido ao peso do equipamento. Assim, deveremos ter 2 telões instalados em cada lado dos gols do campo.

Ainda não se sabe exatamente suas dimensões, mas certamente será de grande definição de imagem e eventual incidência solar não deve interferir na qualidade da imagem.

Meio ambiente
A Arena será certificada LEED. Tanto sua construção como operação e gerenciamento deverão respeitar os requisitos descritos nesta norma para que o complexo mantenha a certificação durante os anos.

Ainda não se sabe exatamente qual o nível de certificação que será alcançado (ex: Platinium, Gold). Está em estudo um sistema de geração de energia que se instalado, no mínimo a Arena já garantirá a certificação Gold.

Sistemas de controle de uso de recursos naturais como a água também estarão disponíveis. A própria certificação LEED exige.

Gerenciamento e controle de resíduos (embalagens, copos, comida, etc…) também deverá ser instalado. Algumas empresas interessadas já procuraram a construtora.

Clube social
Na parte da Arena que estará do lado da rua Padre Antônio Thomas, abaixo das arquibancada será uma extensão do estacionamento. O estacionamento estando mais “espalhado” permitirá que torcedores acessem seus setores de cadeiras de forma mais rápida.

O clube ainda não definiu totalmente o layout e aspectos de infra- estrutura necessária dos prédios e instalações novos (prédio administrativo, poliesportivo e edifício garagem).

Atualmente existe um impasse que já está afetando o cronograma da obra. Refere-se a SAUNA.

O projeto global atingiu o limite de área construída e na parte que se refere aos vestiários, não foi prestada pelo clube, conhecedor das suas instalações, a devida atenção a sauna que normalmente fica próxima ou dentro do mesmo. Agora, existe a necessidade de instalá-la
e não se sabe exatamente onde. Esta indefinição junto a transferência definitiva dos vestiários da piscina impede a demolição de parte das arquibancadas (antiga parte dos visitantes). Nota-se que a parte central onde ficava o setor Visa já foi totalmente derrubada e limpa. Ainda falta esta parte dos visitantes para abrir nova frente de construção.

Pois é, meus amigos, novamente o clube social se sobrepondo ao bom andamento das obras.

Cadeiras e Stehplatz
Este sistema de cadeiras removíveis é muito bem visto e está nos planos de instalação. Já foram identificadas empresas com possibilidade de fornecimento.

A dúvida atual refere-se ao local onde serão armazenadas as cadeiras quando retiradas. Como citado acima, existe um limitador que é a área construída. As análises giram em identificar algo interno que não impacte na área construída ou em algum local externo ao complexo.

Caso seja encontrada esta área, a WTorre também abre interesse em instalar o Stehplatz nos dois lados dos gols da Arena. Em função da limitação encontrada para a armazenagem, hoje apenas o setor atrás do gol das piscinas está mais certo para a instalação.

Fosso
O fosso do Palestra permanecerá e será usado apenas para circulação interna, não aberto ao público em geral.

A diferença é que sua largura será menor. Como modo de segurança, estuda-se a colocação de uma espécie de fechamento com  grade a fim de evitar que uma eventual queda de torcedor possa ter conseqüências mais graves.

A separação do público com o gramado deverá se dar através do uso de placas transparentes de policarbonato.

Particularmente, gostaria que não houvesse este tipo de separação. Talvez procedimentos de vigilância possam minimizar os riscos de invasões. Sabemos que quando o torcedor é tratado com respeito, sendo exatamente isso que também se pretende com a Arena, são menores as
ações de vandalismo.

Inclinação das arquibancadas
Será feita nova inclinação das arquibancadas inferior como a nova superior. Tanto é que a única parte que restará do atual/antigo Palestra que é a curva da ferradura terá sua inclinação corrigida para acompanhar a estrutura a ser construída.

A arquibancada inferior estará mais próxima do campo de jogo em função do que foi mencionado acima a respeito da menor largura do fosso. Ótimo, maior pressão.

Bancos de reservas
Ratificamos nossa preocupação quanto ao fato do banco de reservas nos padrões FIFA serem mais altos e com maior potencial de gerarem pontos cegos.

Entretanto, nossa Arena é padrão FIFA e este obstáculo está sendo analisado. Ainda que os bancos de reservas interfiram nos locais logo atrás dos mesmos, estas localidades não deverão conter assentos, possivelmente transformadas em áreas de serviços e não acarretarão em
diminuição da capacidade de público.

Cobertura do anfiteatro
Como no item anterior, colocamos novamente sob atenção as eventuais interferências da cobertura do anfiteatro em relação ao gramado, podendo criar zonas de menor incidência solar ou interferir na secagem ou então no estado do gramado (parte do gramado seco e outra molhada) após chuvas.

Como resposta tivemos que os engenheiros da WTorre estão atentos a todos os detalhes construtivos e esta cobertura não foge das análises.

Transmissão
A WTorre é a única entre as conceptoras dos projetos de estádios no Brasil que demonstrou preocupação em realizar um projeto adequando as necessidades dos meios de comunicação e transmissão.

Foram realizadas reuniões, por exemplo, junto a rede Globo e a resposta obtida foi que o necessário para a emissora seriam pontos de transmissão bem localizados, com estrutura de comunicação com estacionamento para os carros de transmissão o mais próximos possíveis
e leitos para cabos que facilitem a instalação dos equipamentos, porém, não existe a necessidade de instalar algum sistema dedicado (ex: algo como plug and play), pois além da tecnologia evoluir rapidamente fazendo com que a instalação atual possa ter pouco tempo
de vida, a emissora não pode abraçar os riscos de estar “pendurada” em sistemas de terceiros, ainda que a manutenção dos mesmos seja impecável.

Um detalhe que demonstra a exigência de cuidados é em relação as transmissões internacionais. As placas de publicidade para os anunciantes estrangeiros ficam de um lado do campo enquanto que os nacionais, do outro. Assim, deve-se prever o mínimo de postos de
transmissão do outro lado do campo observando-se os detalhes acima. Existem alguns estádios no Brasil onde já existem espaços similares, porém normalmente são usados um lado do campo para a transmissão pelas emissoras de TV e o outro pelas emissoras de rádio.

Projetistas que não observarem estes detalhes correm o risco de na operação terem que “matar” alguns camarotes ou cadeiras.

Operação do Equipamento
Desnecessário dizer que a S. E. Palmeiras ainda não se aproximou da WTorre procurando se integrar dos detalhes dos diversos sistemas de comunicação, segurança, controle de acesso, entretenimento, etc… não apenas para encontrar soluções que atendam as necessidade de ambas as partes, mas também olhando a operação que certamente agregará terceiros como órgãos de segurança municipais (PMSP, bombeiros) e saúde.

É isso aí. Claro que novas perguntas podem e deverão surgir e esperamos que a WTorre possa sempre nos receber de igual forma e atenção.

Mustafá Contursi reprova Arena Palestra – Globoesporte.com, 28/04/2011

Postado em: Dossiê Mustafá - Recordar é Viver | por: blogfanfulla | quando: 22 de setembro de 2011 |

Mustafá Contursi reprova Arena Palestra: ‘Tomara que pare a obra’
Influente no Palmeiras, ex-presidente discorda de construção do estádio nos moldes feitos pela WTorre. Para ele, houve má fé da gestão de Belluzzo
Por Diego Ribeiro e Juliano Costa

Crítico ferrenho da construção da Arena Palestra nos moldes propostos pela WTorre – com anuência da diretoria anterior, comandada por Luiz Gonzaga Belluzzo -, o ex-presidente do Palmeiras Mustafá Contursi sugere que as obras sejam paralisadas imediatamente. Ainda com enorme influência dentro do clube, o ex-presidente quer a revisão de vários pontos do contrato firmado com a WTorre. E diz que, caso a empresa não concorde, a saída pode ser judicial – mesmo que, para isso, “a comunidade palmeirense” tenha de arcar com os custos da reforma de um estádio que, hoje, está quase todo no chão.

Pelo contrato, a WTorre se compromete a bancar todo o investimento na Arena, orçada em R$ 300 milhões, mas fica com parte de todos os lucros gerados – renda de jogos, eventos, shows, venda de cadeiras, camarotes, etc. – por 30 anos. Mustafá quer reduzir isso pela metade. Nos cálculos do ex-presidente, a WTorre já vai recuperar todo o investimento em ci nco anos.

Para Mustafá, a empresa e a antiga diretoria do clube agiram de “má fé” ao pressionar conselheiros e sócios a votarem pela aprovação do contrato. Mais de 80% se posicionaram a favor. Mustafá credita isso a uma “gigantesca estratégia de marketing”, criada para explorar o anseio da torcida em ter um estádio moderno “a qualquer custo.” Em entrevista ao GLOBOESPORTE.COM, Mustafá defendeu seus pontos de vista.

Que pontos o senhor gostaria que fossem revistos no contrato?
Primeiro o prazo. Outra questão é aquele desastre todo dentro do clube. O cronograma não foi respeitado, é um absurdo, só isso já era suficiente para desqualificar a empresa. Primeiro deveriam mexer nas áreas sociais para depois iniciar a demolição.

Mas o cronograma foi afetado por fatores alheios à vontade da empresa. Foram pelo menos dois anos para conseguir a liberação da Prefeitura.
E como você vai confiar numa empresa que não sabe que a Prefeitura demora dois anos para liberar uma planta? Ela demora oito meses para liberar a planta de uma casa! (A WTorre) propõe um cronograma desses, engana 15 milhões de torcedores e agora quer bater na gente. Estão fazendo chantagem, mas não vamos nos acovardar em busca dos nossos direitos e convicções. Tudo está voltado para a ameaça. Vamos parar a obra? Ótimo! Tomara que pare a obra! Como não sabiam que demoravam dois anos e meio para aprovar um projeto?

Quando o cronograma foi apresentado, ninguém questionou isso?
Mandamos para todos os associados um documento para o debate. Queríamos debater. Não houve debate. Na minha opinião, 80% dos conselheiros que aprovaram não tiveram conhecimento de cronograma, nada disso. Houve uma publicidade que levou a mensagem dizendo que era a modernidade, o futuro, que tínhamos de lutar por isso. Era a manifestação geral. Não estávamos contra, mas faltou o debate. Hoje o clube gasta milhares de reais para ter atividades fora do clube. Perdemos associados a cada mês. De janeiro para cá está acontecendo isso, são quase 3 mil a menos. Caiu de 13.160 para 10.830 em três meses.

O senhor acha que houve má fé da empresa? Da diretoria anterior?
De 80% daqueles que aprovaram, não.

E dos que apresentaram o projeto?
Sim, sem dúvida nenhuma.

Mas má fé da empresa ou da diretoria que comandou o negócio?
Acho que houve cumplicidade. Se os debates se estendessem, a relação de acordo não seria da forma como interessava para a empresa. Aquela ansiedade de ter um estádio moderno, ter Copa do Mundo… Tudo isso que está feito para ter dois jogos de Copa do Mundo não vale o risco.

Mas o presidente Belluzzo sempre falou que não era para ter Copa. O projeto para 45 mil lugares não previa isso…
Com 45 mil daria para ter. Os publicitários formadores de imagem falaram inclusive que iam trazer a Itália para jogar aqui.

Para treinar, não?
Não, jogar.

Não, senhor. Nunca falaram em jogos de Copa. A ideia era trazer a Itália para treinar no novo estádio.
Que seja.

É diferente.
Treinar é no Centro de Treinamento, está bom, não tem importância. Mas ouvi muitas vezes que teria jogo da Itália. Bem, isso é insignificante. Enfim, quem assinou não agiu levianamente, mas agiu sobre o impacto da ansiedade de ter uma nova arena. Achavam que não podiam dizer não.

Foi tudo precipitado, então?
Claro, por isso pedimos o debate. Provei em uma reunião que em cinco anos a empresa recupera o investimento. Em 15 anos seria um contrato muito interessante, que era o nosso projeto inicial.

De qualquer forma, o projeto foi votado e passou. O senhor foi voto vencido.
Houve etapas não cumpridas. Sou intransigente na defesa dos interesses do clube. Há um dispositivo no Código Civil que diz que você pode contestar acordos em que há desequilíbrio entre as partes. Temos de lutar para melhorar a relação do Palmeiras, ou com essa empresa, ou com outra que vier…

O senhor falava em construir a Arena, mas não conseguiu e recebe muitas críticas por isso. Desde os anos 90 há essa expectativa em torno do novo estádio.
Foi por isso que houve aquela ansiedade que eu disse. Reconheço a responsabilidade que nós tivemos, mas já tínhamos começado o prédio de camarotes (do lado direito das cabines de TV, perto das piscinas). Era só demolir o restaurante e abrir os 149 camarotes, o dinheiro estava lá. O plano estava sendo seguido. Não estou comparando gestões. Não aconteceu? Paciência. Mas não é por isso que vai acontecer da pior maneira para o clube.

O presidente Arnaldo Tirone o consulta antes de decisões sobre a Arena?
Tenho colaborado pontualmente, como colaboraria em qualquer gestão. Minha manifestação é dentro do COF (Conselho de Orientação e Fiscalização). O Tirone anda muito ocupado, por todos os problemas que o Palmeiras está enfrentando.

O senhor acha que as obras podem mesmo ser paralisadas?
Paralisar a obra não, porque aí o Palmeiras teria de tomar providências para finalizar isso de outra forma.

Mas no início da entrevista o senhor disse: “Tomara que pare a obra”.
Se for decisão deles, tomara que pare e vamos discutir. O Palmeiras não vai parar, vai procurar seus interesses, com eles (WTorre), ou com outros, ou com a própria força.

Se fosse para a Justiça, a empresa estaria muito bem respaldada, não? Afinal, está tudo assinado pelo Palmeiras.
Mas eles não estão cumprindo com vários pontos daquilo que foi assinado. E fantasiam muito. Eles falam que o Palmeiras deixaria de gastar R$ 9 milhões por ano nos jogos, mas provei no Conselho Deliberativo que são R$ 3 milhões.

O senhor tem dito que a WTorre poderia recuperar em cinco anos todo o investimento feito na Arena (R$ 300 milhões) e o que viesse depois seria lucro para eles (por 25 anos). Como chegou a esse cálculo?
Veja, nos cinco primeiros anos de cessão, o Palmeiras receberia 5% dos direitos de todo o faturamento da Arena. Em números redondos, seriam R$ 15 milhões. Para que o Palmeiras receba pelos 5% esse valor, quanto seria esses 95%?

R$ 285 milhões…
Isso, e esse número foi produzido por eles (Mustafá apresenta um prospecto feito pela própria empresa, mostrando o quanto o novo estádio renderia por ano). São números deles. O Palmeiras também receberia 20% sobre locações para jogos, shows, restaurante, lanchonete, academia, eventos… Nos primeiros cinco anos, 20% totalizam R$ 19 milhões. A WTorre receberia 80%, quatro vezes esse valor.

Por volta de R$ 76 milhões…
Sim. Some is so aos R$ 285 milhões e dá R$ 361 milhões. Ou seja, em cinco anos eles já pagaram o estádio.

Mas é um investimento da empresa, que está entrando com um dinheiro que o clube não tem para construir algo que o clube sempre quis. Natural que a empresa vá querer a contrapartida o mais rápido possível e o lucro por mais tempo, não? O Palmeiras concordou. O contrato está assinado.
Sim, não estou discutindo o que eles fizeram, mas sim o que o Palmeiras fez. O que levou a fazer um negócio desses aí? A empresa não iria achar ruim, claro. Mas estou falando do equilíbrio entre as partes. São R$ 361 milhões em cinco anos para eles. E a gente?

PREPAREM-SE para assumir o Poder

Postado em: Editorial | por: blogfanfulla | quando: 12 de setembro de 2011 |

Texto de Luciano Pasqualini

Este texto é um chamado!! Um chamado à consciência dos palmeirenses em geral, mas especialmente aos SÓCIOS da Sociedade Esportiva Palmeiras, e mais especial ainda aos sócios vinculados a grupos políticos como o Fanfulla.

Estamos no meio de uma batalha, a batalha para transformação definitiva do clube. Como estamos embrenhados na luta diária, fica difícil ter a real noção dos avanços ou de quão perto/distante estamos do objetivo. Os fracassos no campo pioram esta percepção, e a mídia jogando contra todos os dias fecham este cenário de desesperança MAS, estamos avançando, e de forma inequívoca. A implantação de Eleições Diretas no clube, virá!! É questão de tempo, mas virá!! A batalha jurídica segue seu curso, acompanhada de perto pelos nossos advogados, e é certo que venceremos esta batalha, MAS estamos preparados ?

Vejam que a WTorre entregou o prédio de vestiários, mas agora o clube precisa equipar o espaço, e aí começam os problemas. Isto se tornará crítico e mais visível com a inauguração do prédio administrativo, no início do próximo ano. Esta incapacidade dos atuais gestores diante dos novos equipamentos e desafios ficará mais clara a cada dia já em 2012, e em 2013 será objeto de questionamento por todos com AEG e a Nova Arena.

Você, que é sócio e participa de movimentos políticos no clube, tenha certeza de que a oportunidade irá bater em sua porta dentro de 2 ou 3 anos … pense nisto!! Prepare-se!! Se puder, participe de eventos, congressos, leia mais sobre os temas de gestão, discuta o tema, faça cursos, especialize-se, participe dos Projetos do Fanfulla, exercite. O clube, e grupos como o Fanfulla precisarão de boas cabeças para recolocar o clube no seu devido lugar. 2014 está logo aí.