Desde a nossa criação em Maio de 2008, a estratégia do grupo Fanfulla, está baseada na oxigenação do conselho, na captação de novos sócios e no desenvolvimento de projetos que podem alavancar os negócios do Palmeiras, transformando-o em excelência e referência em administração esportiva, não somente no contexto nacional, mas também no internacional.
Nesta caminhada tivemos que tomar decisões, algumas certas, outras nem tanto, e é claro que erradas também foram tomadas.
Aprendemos e crescemos com aquelas, que ao passar do tempo nos mostraram não ter sido a melhor opção, que tão lógica era quando tomada, mas que quando confrontada com a complexa realidade do Palmeiras, nos geraram surpresas nem sempre agradáveis.
Ambiente traiçoeiro sustentado pela troca das cadeiras, onde aqueles que hoje se odeiam, amanhã são aliados, assim como os que estão juntos se traem em questão de segundos, tudo em busca das benésis do poder.
A atual situação política do Palmeiras é o fruto da incompetência de gestão de uns e da maquiavélica inteligência de outros, que usufruem das deficiências administrativas e institucionais.
E como honestidade e bom caráter não podem ser considerados diferenciais e sim obrigação, em termos de resultado continuamos com o mesmo pífio desempenho da odiada gestão do bom e barato, triste realidade. Portanto, não existe o menos pior, atualmente na gestão do Palmeiras na verdade se acharmos o regular, o nota cinco, devemos agradecer muito a San Genaro.
Infelizmente, não tivemos a capacidade de convencer a gestão Belluzzo, a esperança de mudança de todo palmeirense de bom senso, da necessidade de implementar o conteúdo de nosso portfólio de projetos, pois apesar de serem muito elogiados, por motivos escusos não saíram do papel.
Fizemos manifestos de apoio durante momentos críticos dos então gestores, mas como agradecimento continuaram a nos ignorar. Pior do que uma negativa é não haver resposta.
Para Palaia, presidente interino, o Fanfulla continua a ser o jornal dos italianos da época da fundação do Palestra Italia, nem imagina que exista um grupo político com este nome atualmente no Palmeiras. Jose Cyrillo sabe, e foi o único a nos abrir uma porta ao convidar Luis Fronterotta, fundador e um dos mentores do Fanfulla e também um mero desconhecido do atual interino presidente, para assumir a diretoria adjunta do planejamento.
A próxima porta foi a diretoria plena de planejamento. Tivemos que decidir entre a ideologia e a oportunidade, entre o teórico e o prático, entre a possibilidade e a realidade, entre o certo, ou talvez menos certo, e o errado ou até mesmo o menos errado, diante da possibilidade de termos um de nossos membros em mais uma diretoria do Palmeiras.
Decidimos democraticamente através de votação direta, assim como deveria ser a eleição do presidente de uma entidade que tem 15 milhões de consumidores. Fomos inovadores ao compartilhar a decisão de aceitar um cargo na Sociedade Esportiva Palmeiras com sua base eleitoral.
Seremos criticados por alguns e elogiados por outros, perderemos mas também ganharemos simpatizantes e afiliados, faz parte do processo democrático, mas definitivamente temos que disciplinamente seguir a decisão da maioria dos fanfullistas que votaram. Não há outro caminho. Nao há como atender as expectativas de todos.
Tentar agradar mustafanianos, palaianos, clementistas, della-monianos, cyrillenses, nobresianos, frizzenses e cippulianos, talvez tenha sido o maior erro da gestão Belluzzo.
“Modernamente entende-se que é impossível encontrar num processo de decisão a melhor alternativa o que faz com que sejam buscadas as alternativas satisfatórias, ou seja, na prática o que se busca é a alternativa que, mesmo não sendo a melhor, leve para o alcance do objetivo da decisão”. Esta é a definição da palavra “decisão” que melhor reflete o momento do Fanfulla.
A ruptura integral com todas as atuais instáveis e inconstantes forças políticas do Palmeiras, é uma alternativa muito atraente, e talvez a mais alinhada com os nossos princípios. Porém, o lançamento de uma terceira via através de uma Forca Revolucionaria Verde, baseada na utopia das bravatas bolivarianas, será violentamente esmagada pelo atual sistema político alviverde em segundos. Tem que planejar, tem que ter estratégia, tem que ter não somente quantidade mas muita qualidade para ganhar espaço passo a passo.
Infelizmente, para sobreviver neste inescrupuloso ambiente da politica palestrina, temos que nos tornar competentes e astutos jogadores de xadrez e mexer as peças com sabedoria, deixando em alguns casos, por mais difícil que seja, até os nossos princípios e valores pessoais em segundo plano.
Como grupo não esquecemos os nossos ideais, a nossa filosofia, nosso contéudo, nossas crenças, muito pelo contrário respeitamos democraticamente a decisão dos fanfullistas que votaram e que são os nossos eleitores. As críticas construtivas embasadas em fatos que contribuirá para o nosso crescimento como grupo político serão sempre muito bem-vindas. Estamos de ouvidos abertos.
A nossa decisão demonstra que a oportunidade venceu a ideologia, talvez movido pela sede de mudança e receio de que o Palmeiras não sobreviva a esperança de longo prazo. Certo ou errado, somente o tempo dirá, mas o importante é que o grupo não se omitiu de tomar uma decisão quando desafiado.
Atualmente, nenhuma frente política com poder decisório no Palmeiras tem base moral para criticar a decisão do grupo Fanfulla de aceitar a diretoria de planejamento.
Por último, mas não menos importante, ressalto que o Fanfulla não é culpado pelo atual caos político da Sociedade Esportiva Palmeiras. Os verdadeiros culpados tem nome e sobrenome a longa data.