Várias vezes durante o ano passado, e no primeiro semestre desse ano, assistíamos um Palmeiras geralmente descompromissado em campo. Era comum ver o time sair derrotado e os jogadores “sabonetando” a responsabilidade, às vezes para o treinador, às vezes para outros setores da equipe. Farpas eram trocadas, evidenciando um clima ruim no elenco.
Por outro lado, os treinadores reclamavam da falta de elenco, das arbitragens, da falta de tempo, mas não corrigiam essa postura irritante dos jogadores.
Hoje, em 3 partidas sob o comando de Felipão, se ainda não temos vitórias ou um bom futebol, já percebemos mudança de atitude por parte do comandante. Ele logo percebeu que o ambiente não é o ideal e tem tomado atitudes, por exemplo a proibição de declarações de cabeça quente em campo (finalmente um zíper no Marcos !), uma dura cobrança pela segunda expulsão infantil do Léo em 3 jogos e agora dizendo que vai acabar com o vazamento de informações no clube.
Estou contente, tenho certeza que esse trabalho renderá ótimos resultados a longo prazo. E mesmo a curto, se nada for conquistado, teremos criado uma sólida estrutura de elenco.
A preocupação fica – como sempre – na gestão do futebol do clube. Isso mostra que nossos dirigentes se “escondem” atrás dos técnicos, e se esses não tem capacidade de acumular funções (diretor, bastidores, psicólogo, motivador, relação com imprensa e até treinador), o fracasso é iminente. Não é por menos que nos últimos 34 anos só fomos campeões com 2 treinadores: Felipão e Luxemburgo, que é brilhante quando está focado em fazer suas equipes jogar futebol.
Espero que agora nossos dirigentes aproveitem esses 2 anos e meio de Felipão e criem uma estrutura de suporte e acompanhamento à comissão técnica e elenco. Não podemos ser eternamente dependentes do melhor treinador do país para sermos campeões !



